terça-feira, 29 de novembro de 2011

Brasil quer discutir na ONU democratização da internet

(Noticia do Portal Vermelho.org.br) 

 

O Brasil está negociando com a Organização das Nações Unidas (ONU) a democratização da gestão da internet, que atualmente está nas mãos de duas ou três
entidades norte-americanas, informou na segunda feira (28) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, embaixador  Tovar da Silva Nunes.

Segundo ele, esses países têm o controle dos endereçamentos da rede, da distribuição de números IP (Internet Protocol) e de nomes de domínio (que definem como são chamadas as páginas de internet).
"Essa gestão dos fluxos de informação hoje está muito concentrada. Não é inclusivo, não é seguro, não é justo, nem desejável. A ideia é agregar novos atores. O domínio da internet está sob a égide do governo norte-americano. Há outros atores que agem lateralmente. A ideia é moderar essa gestão", disse.

Tovar participou da apresentação oficial da campanha para a Rio+20, a conferência mundial sobre desenvolvimento sustentável promovida pela ONU. Dentre as propostas do país para o evento, o Brasil defendeu a criação de uma convenção global sobre acesso à informação.
"Se a pessoa não tem informação, muito dificilmente ela será mobilizada a atuar para o desenvolvimento sustentável. A proposta será negociada em Nova York, mas também será objeto de negociação na própria Rio+20", destacou o porta-voz.


Ele também ressaltou o esforço do governo brasileiro para diminuir a dependência da parte física, referente à infraestrutura que viabiliza o acesso à informação, inclusive a internet, em relação aos países mais desenvolvidos.

"Os ministérios do Planejamento, das Comunicações, o Itamaraty, entre outros ministérios, vão se reunir no próximo dia 29, no âmbito da Unasul União de Nações Sul-Americanas, para criarmos um anel de fibra ótica que sirva à América do Sul", disse.
 
Segundo o porta-voz, está em estudo, pelo Brasil, uma interação entre a América do Sul e a África para sanar dependências físicas de comunicação. Os Estados Unidos justificam o controle dos fluxos de informação virtuais por terem sido o país criador da internet, em um projeto do Pentágono, e por terem sido o principal financiador desse projeto.

Fonte:     http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=169731

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CIDADANIA CULTURAL


                                                 Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”
O exercício diário, a prática consciente e efetiva da cidadania não é um simples modismo, é um item fundamental na qualidade de vida. Sabemos que cidadania é o uso pleno dos direitos civis, sociais e políticos, é o cidadão participando das decisões da sociedade para melhorar sua vida e a de outras pessoas, pois cidadão é parte de um coletivo.
Sabemos que cultura é o que construímos no nosso dia a dia, é o que fazemos e como fazemos, é a forma pela qual o homem se adéqua à existência. cidadania cultural, implica principalmente o direito à comunicação, ao conhecimento e à expressão. Atualmente o ciberespaço tem crescido muito com o vigor das novas tecnologias, ficando cada vez mais apto à novas realidades. Temos a internet, uma ferramenta extremante atraente, muito útil para mobilização, portanto, através deste meio, podemos divulgar e potencializar qualquer atividade.
A questão tratada aqui é, a cidadania cultural está prevalecendo?
O propósito de instituir uma cidadania cultural dotada de direitos e deveres bem definidos na cultura digital, é criar instrumento para o desenvolvimento gradual do cidadão em toda dimensão social. Nesse sentido, o desenvolvimento das redes sociais, dos blogs e wikis, representa um avanço considerável das práticas sociais, com novos e diferentes atores revolucionando estes processos. Contudo, é fundamental que todo cidadão conheça e tenha acesso a esses meios de comunicação, consciente de que não basta estar no ciberespaço, mas exercer a cidadania cultural, agir no sentindo de fazer valer o direito de expressão, não só individual mas com interesses coletivos, interagindo no sentido de fortalecer os movimentos sociais.
O que eu quero dizer, é que hoje, nada se faz sem a utilização dos meios eletrônicos e que esses meios não estão disponíveis para todos, logo, a cidadania está caminhando com uma perna só.

Um abraço a todos
Rosa Lima

                                

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O 1º ENCONTRO MUNDIAL DE BLOGUEIROS

 

Blogueiros: Carta de Foz do Iguaçu 

 O 1º Encontro Mundial de Blogueiros, realizado em Foz do Iguaçu (Paraná, Brasil), nos dias 27, 28 e 29 de outubro, confirmou a força crescente das chamadas novas mídias, com seus sítios, blogs e redes sociais. Com a presença de 468 ativistas digitais, jornalistas, acadêmicos e estudantes, de 23 países e 17 estados brasileiros, o evento serviu como uma rica troca de experiências e evidenciou que as novas mídias podem ser um instrumento essencial para o fortalecimento e aperfeiçoamento da democracia.

Como principais consensos do encontro – que buscou pontos de unidade, mas preservando e valorizando a diversidade –, os participantes reafirmaram como prioridades:

- A luta pela liberdade de expressão, que não se confunde com a liberdade propalada pelos monopólios midiáticos, que castram a pluralidade informativa. O direito humano à comunicação é hoje uma questão estratégica;

- A luta contra qualquer tipo de censura ou perseguição política dos poderes públicos e das corporações do setor. Neste sentido, os participantes condenam o processo de judicialização da censura e se solidarizam com os atingidos. Na atualidade, o WikiLeaks é um caso exemplar da perseguição imposta pelo governo dos EUA e pelas corporações financeiras e empresariais;

- A luta por novos marcos regulatórios da comunicação, que incentivem os meios públicos e comunitários; impulsionem a diversidade e os veículos alternativos; coíbam os monopólios, a propriedade cruzada e o uso indevido de concessões públicas; e garantam o acesso da sociedade à comunicação democrática e plural. Com estes mesmos objetivos, os Estados nacionais devem ter o papel indutor com suas políticas públicas.

- A luta pelo acesso universal à banda larga de qualidade. A internet é estratégica para o desenvolvimento econômico, para enfrentar os problemas sociais e para a democratização da informação. O Estado deve garantir a universalização deste direito. A internet não pode ficar ao sabor dos monopólios privados.

- A luta contra qualquer tentativa de cerceamento e censura na internet. Pela neutralidade na rede e pelo incentivo aos telecentros e outras mecanismos de inclusão digital. Pelo desenvolvimento independente de tecnologias de informação e incentivo ao software livre. Contra qualquer restrição no acesso à internet, como os impostos hoje pelos EUA no seu processo de bloqueio à Cuba.

Com o objetivo de aprofundar estas reflexões, reforçar o intercâmbio de experiências e fortalecer as novas mídias sociais, os participantes também aprovaram a realização do II Encontro Mundial de Blogueiros, em novembro de 2012, na cidade de Foz do Iguaçu. Para isso, foi constituída uma comissão internacional para enraizar ainda mais este movimento, preservando sua diversidade, e para organizar o próximo encontro

Fonte: Blog do Miro
http://altamiroborges.blogspot.com/2011/10/blogueiros-carta-de-foz-do-iguacu.html